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Estigma, violência e escândalo

Na década de 1990, o antropólogo norte-americano Don Kulick, da Universidade de Nova York, passou um ano no Brasil convivendo com travestis na Bahia. Os resultados de sua pesquisa estão publicados no livro Travestis, prostituição, sexo, gênero e cultura no Brasil, recém lançado em português pela Editora Fiocruz. No dia 21 de maio, Kulick esteve no CLAM apresentando a palestra intitulada “Causing a commotion”, expressão traduzida para o português pelo próprio como “dar um escândalo”. “Um dos métodos mais eficazes para uma travesti profissional do sexo conseguir mais dinheiro de seus clientes é dando um escândalo, um ato público de constrangimento”, iniciou o antropólogo.

“Uma parte importante do escândalo é quando a travesti diz ao cliente que ele não é um homem, e sim alguém que deixou ser penetrado durante o ato sexual, provando portanto ser de fato um homossexual, assim como uma travesti. Assim, um escândalo envergonha um cliente ao afirmar que ele é igual à travesti que o está constrangendo. Mais do que recusar a linguagem da vergonha e sustentar que ninguém deva se envergonhar por ser um homossexual, travestis fazem o contrário: elas abraçam a vergonha e a usam como uma arma”, afirmou o pesquisador.

Kulick analisou o que significa usar o escândalo como estratégia, e como a vergonha pode ser usada politicamente. No paper Travestis, stigma, violence and escândalos, o antropólogo faz a distinção entre as duas dimensões do escândalo

kulickrioravesti.pdf | Clique aqui para ler o paper Travestis, stigma, violence and escândalos (Texto original em inglês) | |

Publicada em: 25/06/2008

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