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Rede Caleidoscópio Feminista

Caleidoscópio Feminista - Rede Nacional de Estudos e Pesquisas Feministas, Transfeministas, Antirracistas, Transdisciplinares e Decoloniais

No dia 13 de maio de 2022, data que marca oficialmente o fim da escravatura no Brasil, foi lançada a Rede Caleidoscópio Feminista e Transfeminista, constituída por pesquisadoras e pesquisadores, núcleos e organizações voltadas aos estudos de gênero, sexualidade, raça, feminismos e transfeminismos. O objetivo primordial da Rede é a articulação institucional e política, em âmbito nacional, da área de estudos e pesquisas sobre estas temáticas, ampliando a produção de conhecimentos e suas formas de circulação. Esta articulação busca promover ainda uma perspectiva interdisciplinar, interseccional, antirracista, decolonial e crítica em relação ao capitalismo neo-liberal e suas práticas prejudiciais à vida.

A Caleidoscópio pretende desenvolver articulações entre as universidades e a sociedade, propondo e acompanhando políticas públicas voltadas à redução das desigualdades raciais, de gênero e relacionadas à sexualidade. A Rede tem como um dos seus projetos dar continuidade aos debates, perante à Coordenação de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (CAPES), sobre a criação da área de Estudos Feministas, na Grande Área Interdisciplinar, Câmara II, visando o desenvolvimento e acompanhamento de programas de pós-graduação.

Além deste engajamento em âmbito nacional, a Rede, através do Grupo de Trabalho (GT) de Internacionalização, busca estabelecer diálogos com núcleos de pesquisas em outros países. A ideia é promover intercâmbios entre pesquisadoras e pesquisadores nacionais e do exterior. Além de convidar especialistas nas temáticas abordadas pela Rede para ministrarem aulas, palestras e minicursos, a Caleidoscópio irá buscar oportunidades internacionais de bolsas de pesquisas, editais e financiamentos para projetos. “Com um grupo maior e mais diversificado aumentam-se as chances de formarmos projetos mais elaborados e competitivos”, explica a professora Sílvia Lúcia, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo, da Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/UFBA), integrante do GT de Internacionalização.

As articulações em torno da Rede começaram a partir dos núcleos Neim, Pagu e Ieg que, em maio de 2021, realizaram uma primeira chamada pública em busca de pesquisadoras e pesquisadores, núcleos e grupos, que resultou na adesão de mais de cento e vinte inscrições, entre centros de pesquisas e participações individuais, em cinquenta e sete cidades brasileiras. Estes centros passaram a indicar pessoas como Conselheiras da Rede. Em agosto de 2021, houve a primeira reunião com as Conselheiras, que passaram a desenvolver propostas de organizações. Neste contexto, grupos de trabalhos (GTs) foram formados. Atualmente, a Rede conta com os GTs: Executivo; Comunicação; Infra-estrutura; Acervo e memória; Estratégias acadêmicas; Pesquisa; Internacionalização; Articulação entre movimentos sociais e pesquisas.
Considerando-se que a Rede é composta por uma pluralidade de participantes, nas mais diferentes condições (raciais, sociais, etárias, regionais, sexuais e identitárias), o nome escolhido foi Caleidoscópio, que reflete a riqueza da diversidade que a constitui, além de trazer a ideia de movimento e dos “diálogos plurivocais”, conforme destacou a antropóloga Larissa Pelucio (UNESP), coordenadora do grupo Transgressões e integrante do GT de Comunicação. Pelucio afirmou ainda que a Rede tem como objetivos articular diálogos com outras redes, estimular os debates entre os núcleos que a compõem, além de “fomentar a comunicação de forma horizontalizada, possuindo uma política de comunicação que seja sensível, responsável e ética”.

O Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM/IMS/UERJ) aderiu à Rede Caleidoscópio, apoiando suas ações. A professora e pesquisadora do CLAM e do GEPSID (Grupo de Estudos e Pesquisas Subjetividades e Instituições em Dobras), Anna Paula Uziel, integra o GT de Comunicação. “Em um mundo cada vez mais plural, diverso e conectado, estar em Rede e promover uma comunicação com princípios éticos são fundamentais.  Estar em rede fortalece, é a   possiblidade de experimentar as diferenças e promover encontros heterogêneos e intensos. Trabalhamos com gênero e sexualidade, temáticas que a direita busca neutralizar, o que aumenta ainda mais nosso compromisso e nossa responsabilidade com a produção e a circulação de conteúdos de qualidade”.

Na Mesa de Abertura participaram as Professoras Joana Pedro (Ieg), Silvia Ferreira (Neim), Karla Bessa (Pagu), Marlise Matos (NEPEM), Dolores Galindo (Psicuqueer), Dailza Araújo (Coletivo Angela Davis), Anna Paula Uziel (CLAM e GEPSID), Jaqueline de Jesus (Odara) e Angela Figueiredo (Coletivo Angela Davis).
Apesar da grande adesão à Rede e do sucesso do seu lançamento, os seus trabalhos estão apenas começando. Ao refletir sobre esta fase inicial, a pesquisadora Joana Maria Pedro, integrante do Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da UFSC e da Comissão Executiva da Caleidoscópio, afirmou: “Está tudo pronto? Ainda não. Mas o que falta podemos ir construindo juntas”. Mas, como participar da Rede e da sua construção coletiva? Há formulários para inscrições individuais e institucionais. O critério para a filiação é a comprovação de atuação nas áreas de estudos abrangidas pela Rede, através de currículo vitae, lattes ou portifólio.

Saiba mais sobre a Rede Caleidoscópio em:
https://www.instagram.com/redecaleidoscopiofeminista/
https://www.youtube.com/watch?v=o9NYQc4_opU

Formulário de inscrições individuais:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdlmP-Vcc2axTmtpoWtr3GmLmULOKXTMP5uCWtPR83NNeGnYQ/viewform

Formulário de inscrições institucionais:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSduKIV5TPlNYjD2XCdwLnzxzvo8RW0lUDBb0FiubN8kda9hfA/viewform

(#PraTodoMundoVer: Captura de tela de uma das reuniões online da Rede Caleidoscópio Feminista. Imagem: 34 pesquisadoras e pesquisadores em seus computadores, participando da reunião, com uma moldura colorida que representa os desenhos do caleidoscópio, segundo a identidade visual da Rede Caleidoscópio Feminista). 

Publicada em: 09/06/2022



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