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O CLAM recebeu, na última quinta-feira, 7 de junho, o prêmio “Cidadania em Respeito à diversidade”, na categoria Educação e Pesquisa, em reconhecimento à sua atuação na produção de conteúdo e execução do projeto “Gênero e Diversidade na Escola”, iniciativa do Governo Brasileiro, realizada em pareceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e Secretaria de Ensino a Distância do Ministério da Educação (SEED/MEC), com apoio financeiro do British Council.

A premiação é concedida anualmente pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT/SP). Ao receber o prêmio em nome do CLAM, o antropólogo Horácio Sívori, coordenador para a Região Andina e Cone Sul, ressaltou o fato de o projeto ser “um esforço coletivo, de uma equipe integrada por pessoas de várias instituições governamentais, acadêmicas e da sociedade civil”.

Na quarta-feira, 6 de junho, a antropóloga Paula Lacerda, representando o coordenador do CLAM Sergio Carrara, participou do ciclo de debates da APOGLBT/SP, comentando os dados de violência e discriminação da pesquisa “Sexualidade, Cidadania e Homofobia”, realizada em 2006 pela instituição, em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos do governo federal, durante a 10ª Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, evento que reuniu mais de dois milhões de pessoas. Além de Paula, participaram da mesa a vice-presidente da Associação, Regina Facchini, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Julio Simões, a doutoranda em Ciências Sociais da Unicamp Isadora Lins França e Richard Miskolci, professor da Universidade de São Carlos.

Em sua apresentação, Paula relembrou a trajetória da pesquisa “Política, Direitos, Violência e Homossexualidade”, que vem sendo realizada desde 2003 pelo CLAM e pelo CESeC/UCAM em Paradas do Orgulho GLBT de diversas cidades, em parceria com diferentes institutos de pesquisas e organizações ativistas, o que possibilitou que outras pesquisas inspiradas neste modelo fossem realizadas. A pesquisadora citou os estudos feitos em Buenos Aires (2004/05), Belo Horizonte (2005) e Rio de Janeiro (2005) como exemplos de iniciativas autônomas que contribuem para a disseminação de dados sobre violência e discriminação a pessoas GLBT, além de outras informações sobre o perfil dos participantes de Paradas GLBT no Brasil e na América Latina.

Em relação à pesquisa feita na Parada paulistana em 2006, encomendada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal, no Brasil, ao Instituto de Pesquisas Criterium, Paula valorizou a importância da coleta dos dados referentes à renda dos participantes. “Isto revela com mais detalhes a dinâmica das discriminações e da violência. Também chama a atenção os 54% dos entrevistados que afirmaram ter sofrido algum tipo de violência não terem relatado isto para nenhuma pessoa, nem mesmo para familiares, amigos ou à polícia. Esse dado se torna ainda mais alarmante considerando especialmente a população escolarizada e politizada que comparece às Paradas”, observou a pesquisadora.

Para Paula, os dados coletados em São Paulo em 2006 estão em acordo com aqueles das pesquisas anteriores: cerca de 59% dos 846 entrevistados já sofreram algum tipo de agressão devido a sua orientação sexual. Quando a pergunta incluía todo tipo de discriminação o número subiu para 67%.

Publicada em: 12/06/2007

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