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Feminismo, mais necessário do que nunca

A filósofa e escritora francesa Françoise Collin estará no Brasil para participar de eventos em duas capitais – Recife e Rio de Janeiro. Na capital pernambucana, no dia 12 de abril, Françoise fará parte de um colóquio entre 16 feministas de diferentes locais do país, numa interlocução sobre o feminismo francês. Também serão abordados os conceitos de poder na esfera pública e na esfera privada a partir do pensamento da filósofa Hannah Arendt. No Rio, Collin ministrará a conferência “Práxis feminista e democracia”. “Desenvolver a práxis - a relação entre teoria e prática – significa mostrar o feminismo como um movimento social que tem uma prática política, sustentada num pensamento teórico”, explica a feminista Sílvia Camurça, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) que, com o CLAM, é responsável pela vinda de Françoise ao Brasil, no momento em que se comemoram os trinta anos de feminismo ininterruptos no Brasil e os dez anos de fundação da AMB.

O que se comemora é o chamado feminismo pós-1975, ano em que uma reunião de mulheres, realizada na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio, deu início à segunda onda feminista no país. Em debate estava “O papel e o comportamento da mulher na realidade brasileira”, naquela época sob ditadura militar. Organizado por Maria Luiza Heilborn, Mariska Ribeiro, Elice Muneratto, Maria Helena Darci de Oliveira, dentre outras, o evento, inicialmente idealizado para comemorar o ano internacional da mulher, acabou contando com a participação de mais de 400 mulheres e transformou-se num marco na história do movimento feminista no Brasil. A conferência da feminista francesa Françoise Collin, além de marcar o reencontro de muitas dessas mulheres, acontece também num momento oportuno para as feministas brasileiras.

“Estamos vivendo um momento de conservadorismo, um retrocesso. Hoje em dia, somos testemunhas da mercantilização do corpo feminino, do debate sobre o “criacionismo” na escola, proposto por alguns governantes, e sobre a legalização do aborto. É importante pararmos um dia para pensar e discutir esse contexto. A crítica a esse momento só pode partir do feminismo”, avalia Sílvia Camurça. A idéia é pensar o feminismo numa perspectiva mundial e local. Após a conferência de Collin, a discussão girará em torno do feminismo brasileiro. Uma mesa de debates – “Feminismo: história e futuro” – pretende refletir sobre os significados dessa luta nesses trinta anos e as perspectivas futuras do movimento.

O debate se encerra com um coquetel de confraternização, durante o qual serão discutidas idéias sobre a formulação de uma campanha nacional de celebração do movimento feminista, que incluirá desde adesivos de automóveis e camisetas até a organização de outros eventos ao longo do ano. O Museu da República fica na rua do Catete, 153.

O evento acontece no 1º andar e o número de lugares é limitado. Inscrições pelo e-mail 30anosfeminismo@ims.uerj.br

Veja a programação do evento:

9h30 – entrega de credenciais

10h: abertura

10h30: “Práxis feminista e democracia” conferência de Françoise Collin

14h30: “Feminismo: história e futuro” mesa-redonda

Leila Linhares (Cepia), Hildete Pereira de Melo (UFF), Samantha Buglione (UFSC/Univali) e Jurema Werneck (Criola)

mediadora: Maria Luiza Heilborn (CLAM/IMS/UERJ)

18h: coquetel

Publicada em: 05/04/2005

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