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Gênero e saúde na ABRASCO

4º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, promovido pela ABRASCO/ALAMES/IAHP, em parceria com o ISC/UFBA, em Salvador (Bahia), ocorrerá entre os dias 13 e 18 de julho, reunindo pesquisadores da área da saúde coletiva e profissionais de saúde na discussão de múltiplos trabalhos científicos que convergem para o tema central do evento – Eqüidade, ética e direito à saúde: desafios à saúde coletiva na mundialização. O GT Gênero e Saúde da ABRASCO organizou algumas atividades que buscam promover a reflexão do público presente ao evento sobre as interrelações entre gênero, sexualidade e reprodução nas pesquisas, práticas assistenciais e formulação de políticas públicas na área da saúde. Discutir as implicações entre as desigualdades sociais e de gênero e a atenção à saúde é fundamental para o grupo.

Dentre as atividades pré-congresso, o GT oferecerá o Curso “Gênero e saúde: aspectos sócio-históricos, epidemiológicos e políticos” (13 e 14/07, Pavilhão Canela, PAC-UFBA, sala 106), coordenado pelas pesquisadoras Simone Monteiro (IOC/Fiocruz) e Elaine Reis Brandão (DMP/IESC/UFRJ – CLAM), cujo objetivo é dar subsídios teóricos para a reflexão sobre os processos de construção social da saúde e doença, com ênfase na perspectiva de gênero. O curso contará ainda com a participação das professoras Ana Paula Portella (SOS Corpo), Daniela Knauth (UFRGS), Eliane Vargas (IOC/FIOCRUZ), Greice Menezes (MUSA/ISC/UFBA) e Leticia Artiles (ALAMES).

Outra atividade pré-congresso, restrita a convidados, será a Oficina “Avaliação e monitoramento de políticas públicas e sua repercussão sobre a saúde sexual e reprodutiva e as relações de gênero e raça” (14/07, Centro de Convenções da Bahia, sala Chega Nego), uma iniciativa em parceria com o GT Comportamento Reprodutivo e Fecundidade da Associação Brasileira de Estudos de População (ABEP) e o GT Gênero e Saúde da Associação Latino-americana de Medicina Social (ALAMES), sob coordenação de Wilza Villela e Suzana Cavenaghi, com o objetivo de aprofundar a discussão sobre indicadores e procedimentos metodológicos que possibilitem o monitoramento de políticas e programas que, direta ou indiretamente, incidem sobre a saúde das mulheres e as relações de gênero e raça. “O tema da Oficina reafirma o interesse de nosso GT em abordar a temática de gênero e saúde para além das repercussões das desigualdades de gênero sobre a saúde dos indivíduos, como também a partir de mecanismos políticos e institucionais de intervenção sobre estas repercussões, dos quais o monitoramento de políticas é um deles”, observa a pesquisadora Wilza Villela, coordenadora do GT Gênero e Saúde da ABRASCO.

No dia 15 de julho serão realizados os painéis “Sexualidade e reprodução entre os jovens” e “Desigualdades nos comportamentos sexuais e reprodutivos: um diálogo entre a demografia e a antropologia na área de saúde” – que conta com a participação da pesquisadora Fabíola Rohden (CLAM/IMS/UERJ) – e no dia 17, o painel “Contribuição do Feminismo para a Pesquisa em Saúde das Mulheres”.

O GT conta ainda com um Fórum sobre aborto inseguro, a ser realizado no dia 18 de julho em parceria com o Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (DMP/UNIFESP). “Nosso GT já manifestou seu apoio ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, quando ele assumiu a necessidade de ampliar o debate sobre o direito ao aborto no contexto da laicidade do Estado e da ameaça que a ilegalidade do aborto representa para a saúde das mulheres. Agora, com este Fórum, devemos dar um passo a mais, aprofundando a reflexão sobre como podemos transformar o nosso apoio ao ministro em ações mais concretas dentro do nosso campo de atuação”, ressalta Wilza.

No último dia, 18 de julho, haverá o lançamento da Revista Questões de Saúde Reprodutiva (vol. 2, nº 2), organizada pelo GT.

Além dos trabalhos propostos pelo GT Gênero e Saúde, outras atividades referentes a esses temas serão realizadas no Congresso, como o painel “Gênero e Saúde: olhares sobre o corpo e sexualidade” (15/07), do qual participam os pesquisadores Fabíola Rohden (CLAM/IMS/UERJ) e Alain Giami (INSERM/França), e o Curso “Estudos sociais das ciências da saúde: a clínica em perspectiva” (13 e 14/07), que tem coordenação dos pesquisadores Kenneth Rochel Camargo Jr (IMS/UERJ) e Carlos Estellita-Lins (IFF/Fiocruz) e conta com módulos relativos ao tema da sexualidade – como os que serão ministrados pelas antropólogas Jane Russo (CLAM/IMS/UERJ) e Fabíola Rohden (CLAM/IMS/UERJ).

Clique aqui para ver a programação completa do Congresso

Publicada em: 11/07/2007

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