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Curso de Metodologia aberto a toda a América Latina

A pesquisadora francesa Michèle Ferrand, do Institut de Recherche sur les Sociétés Contemporaine (Iresco), de Paris, dará a aula inaugural do XI Curso de Metodologia de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva, que acontecerá no dia 13 de setembro. Voltado para profissionais com formação interdisciplinar, procurando integrar as abordagens metodológicas das ciências sociais e das ciências da saúde, o curso visa a capacitação de pesquisadores e o desenvolvimento de pesquisa nessa área temática. O enfoque baseia-se na investigação e na epidemiologia. “Nosso objetivo é que as pessoas aprendam a fazer pesquisa social, seja através das Ciências Sociais ou da epidemiologia”, diz a antropóloga Fabíola Rohden, uma das coordenadoras do curso.

Uma das novidades é que o Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) está financiando, pela primeira vez, a participação de alunos hispano-americanos no curso. Ao todo, foram 135 trabalhos inscritos. Destes, 16 vieram de países como a Argentina, México, Colômbia e Peru. Os outros 119 eram de brasileiros das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Foram escolhidos 20 trabalhos do Brasil e cinco dos países mencionados. Ao final do curso, serão selecionados até 10 projetos que contarão com apoio financeiro para desenvolvimento da investigação proposta, no período de 12 meses.

Iniciativa interinstitucional da qual fazem parte o Instituto de Medicina Social da Uerj, o Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, o Núcleo de Estudos de População da Unicamp, a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e o Instituto de Saúde do SES/SP, o curso está organizado em diversos módulos de estudo que combinarão aulas expositivas com atividades práticas, realização de exercícios e uso de laboratórios. Os 135 trabalhos inscritos contemplavam os mais diversos temas, como Aborto, Masculinidades, Violência Sexual Doméstica, Idosos, Aids/DST e Sexualidade e Juventude, entre outros. Tão diversos quanto as áreas de seus autores: estes eram, em sua maioria, formados nas áreas das Ciências Sociais e Humanas, Psicologia, Saúde (incluindo aí medicina, enfermagem e nutrição) e Saúde Pública. Também vale destacar a presença de graduados em Serviço Social, Direito e Educação. “Grande parte dessas pessoas está em nível de pós-graduação. Essa procura indica uma carência na formação em metodologia de pesquisa na área de gênero, sexualidade e saúde reprodutiva”, analisa Fabíola.

A aula inaugural estará aberta ao público. O curso vai de 13 de setembro a 1 de outubro, quando serão selecionados os dez trabalhos que receberão as bolsas. Daí em diante, os autores destes trabalhos serão auxiliados pelos professores nos doze meses seguintes de investigação e pesquisa até a confecção do artigo final. Dentro deste prazo, eles ainda participarão de dois workshops, que serão realizados a cada quatro meses.

Publicada em: 14/07/2004

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