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Visível diversidade

A 8ª Parada do Orgulho GLBT deste ano, em São Paulo, reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na Avenida Paulista, um recorde mundial. Para a 9ª Parada do Rio de Janeiro, a ser realizada no dia 27 de junho, estima-se que 300 mil estarão na Avenida Atlântica. Mesma marca do ano passado, quando 468 pessoas responderam a uma pesquisa então inédita realizada pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM), em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) da Universidade Cândido Mendes e com o Grupo de Conscientização Homossexual Arco-Íris (GAI). Através de um questionário, a pesquisa visava traçar o perfil sócio-demográfico e político desses participantes, enfocando aspectos como a sociabilidade e a sexualidade de homens e mulheres homossexuais. Os resultados mostraram uma considerável diversidade de identificação na comunidade gay carioca. Este ano, em sua segunda edição, a pesquisa será realizada em duas cidades – Rio de Janeiro e Porto Alegre, numa articulação do CLAM e do Cesec com o Nuances (Grupo pela livre expressão sexual, da capital gaúcha).

“Antes não havia um instrumento que sugerisse ao governo a instituição de políticas públicas direcionadas à comunidade homossexual. Esta pesquisa é importante para instrumentar e conhecer o movimento homossexual, que possui certas especificidades”, diz Marcio Caetano, do Grupo Arco-Íris, um dos coordenadores da pesquisa.

O questionário traz algumas mudanças. A pesquisa do ano passado teve como título “Pesquisa Política, Direitos e Sexualidade – Comunidades Homossexual do Rio de Janeiro” e foi composta de 43 questões, divididas em 4 blocos - Sexualidade e sociabilidade, política e participação, direitos e discriminação, perfil e identidade. A pesquisa atual chama-se “Pesquisa Política, Direitos, Violência e Homossexualidade” e será composta de 35 questões, oito a menos que a anterior, o que a torna mais rápida.

Outras mudanças foram realizadas em relação ao questionário passado. “Após os resultados da pesquisa anterior surgiu a necessidade de se esquadrinhar as discriminações que atingem os homossexuais. Desta forma, introduzimos uma questão sobre os tipos de discriminação (marginalização, exclusão) e os locais em que ocorrem (escola, família, ambiente de trabalho, serviços de saúde, comércio)”, explica a pesquisadora Paula Lacerda, do CLAM.
Outras questões foram introduzidas segundo novas demandas, como o tema da religião e dos direitos civis, especificamente o polêmico PCR (Parceria Civil Registrada). Neste último caso, a organização da Parada informou que haverá um carro de som em apoio a esta causa. “Este ano, além da visibilidade, vamos levantar outras bandeiras políticas muito claras. Uma pelos 25 anos do movimento homossexual no Brasil. A outra pela aprovação no Congresso Nacional dos projetos de lei da Parceria Civil e o que criminaliza a discriminação por orientação sexual. O tema será “Careta para o preconceito”, conta Marcio Caetano. Os participantes responderão, por exemplo, se conhece ou já ouviu falar do projeto de Parceria Civil ou alguma outra lei que beneficie os homossexuais, e até fazer uma análise do governo Lula em relação aos direitos de homossexuais no Brasil.

No Rio, as perguntas serão feitas por 70 voluntários, 40 captados pelo CLAM e 30 pelo Arco Íris. Os do CLAM são estudantes universitários da Uerj (dos cursos de Psicologia, Serviço Social e Ciências Sociais) e Puc (Ciências Sociais). Em Porto Alegre serão 25 voluntários.
“Em relação à pesquisa do ano passado, a deste ano crescerá, pois antes, com uma participação de 39 voluntários conseguimos 468 questionários. Este ano, com 70 voluntários, pretendemos obter aproximadamente 800 questionários preenchidos”, estima Paula.
A pesquisa contará com cinco coordenadores de campo, que serão responsáveis por uma primeira checagem do preenchimento dos questionários.

Publicada em: 06/07/2004

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