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“Dicionário crítico do feminismo” em português

A Editora Unesp está lançando a tradução para o português do Dicionário crítico do feminismo. A obra discute, ao longo de 48 verbetes, não só o significado de conceitos relacionados ao movimento feminista, mas o contexto em que se inserem enquanto atitudes sociais e políticas públicas adotadas em relação à hierarquia dos sexos em diferentes culturas.

Cada rubrica, organizada por um grupo de pesquisadores dedicados ao estudo das diferenças sociais relativas ao sexo, traz uma ou mais definições da noção trabalhada, traça as etapas de seu desenvolvimento histórico, expõe embates e controvérsias que ela já suscitou ou suscita e apresenta sua posição social e científica na atualidade. Como é o caso do conceito de aborto, apresentado como “o reconhecimento do direito de dispor do seu próprio corpo (...) É um ponto decisivo, pois se trata da autonomia das mulheres”.

O Dicionário faz um questionamento sistematizado sobre o androcentrismo presente tanto na representação de objetos, como também na produção de palavras, ideias e sistemas de pensamento. É, portanto, uma obra feminista porque “coloca como central a problemática da dominação entre os sexos e suas consequências”.

A versão brasileira do guia se apresenta como uma ferramenta eficaz para os estudos de gênero, já que traz um repertório de conceitos elaborados pelas teorias feministas a esse respeito. Além disso, abre uma via de comunicação para comparações e diferenciações entre culturas distintas, como o Brasil e a França, bem como possibilita uma visão mais ampla do feminismo na Europa e no mundo.

Sobre as organizadoras – Helena Hirata é diretora de pesquisa em sociologia no Genre, Travail et Mobilités (GTM) e estuda as divisões sexuais e internacionais do trabalho; Françoise Laborie é socióloga e ex-membro do Genre et Rapport Sociaux (GERS) com pesquisas sobre “os desafios sociais ligados ao desenvolvimento das tecnologias de reprodução humana” e “técnicas e gêneros”; Hélène Le Doaré é ex-membro do GERS e investiga as diversas relações sociais em processos como os movimentos populares na América Latina, na guerrilha alemã ou na coordenação das enfermeiras na França; Danièle Senotier é engenheira de estudos no Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS), secretária de redação dos Cahiers du Genre e membro do GTM.

Publicada em: 02/12/2009

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