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Um conhecimento socialmente útil

Na última sexta-feira, 10 de setembro, foi lançado o Curso de Especialização em Gênero e Sexualidade – EGeS, desenvolvido pelo Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM/IMS/UERJ) em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/PR). O lançamento do EGeS, com auditório lotado, contou com a presença da ministra Nilcéa Freire (SPM/PR), do reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves, do diretor do Instituto de Medicina Social, Cid Manso, e dos coordenadores do CLAM Maria Luiza Heilborn e Sergio Carrara.

Segundo Ricardo Vieiralves, o curso torna a UERJ pioneira no debate das temáticas de gênero e sexualidade no Rio de Janeiro e uma das primeiras universidades no Brasil a tratar dessas questões. “Nós acreditamos que a educação modifica comportamentos e o curso atua exatamente nesse sentido. O EGeS é desenhado para desvelar mentiras e preconceitos do senso comum para formar cidadãos novos, amantes da diferença e da liberdade. E o espaço universitário tem a obrigação de contribuir para criar um mundo mais civilizado. Precisamos combater o ódio e a intolerância”, afirmou o reitor durante a cerimônia.

O papel da universidade no combate às desigualdades de gênero e na luta contra o preconceito também foi debatido pela ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire. “Precisamos caminhar no sentido da redução das desigualdades, e o papel da universidade é o de ser provocadora. A partir de sua possibilidade de ousar, propor ao Brasil uma nova forma de realidade. As universidades devem se abrir para iniciativas como essa. Nossa preocupação está em mudar a percepção sobre a paisagem social e estimular a reflexão. Temos poucas mulheres na política, poucos negros nas universidades e as pessoas precisam deixar de pensar que ‘é assim mesmo’”, completou a ministra.

O EGeS se baseia na experiência acumulada pelo CLAM com o curso de atualização semipresencial Gênero e Diversidade na Escola - GDE. “O EGeS surgiu a partir de uma demanda dos próprios cursistas do GDE, que foi uma experiência exitosa criada em 2005 e que já qualificou cerca de 40 mil professores”, afirmou a professora Maria Luiza Heilborn, coordenadora do CLAM.

O formato on-line do curso GDE foi mantido, por ser uma solução rápida, ágil e menos custosa. “Além disso, ele permite um nível de abrangência que não seria possível no formato presencial”, ressaltou Maria Luiza. O curso de Especialização em Gênero e Sexualidade, porém, traz algumas inovações. “O EGeS não está restrito a professores, ele abrange também profissionais das áreas de saúde, educação e ciências humanas e sociais”, explicou o coordenador do CLAM Sergio Carrara.

Além disso, segundo ele, o novo curso de especialização é um projeto que busca transformar valores que reproduzem hierarquias e desigualdades por meio da produção e divulgação de conhecimento científico. “O EGeS amplia o objetivo do GDE ao iniciar a formação em pesquisa. No fim do curso os alunos podem escolher entre a produção de um projeto didático-pedagógico ou um projeto de pesquisa que contemplem as temáticas de gênero e sexualidade”, afirmou Carrara. “Nosso interesse é produzir um conhecimento socialmente útil, já que o curso tenta pensar em respostas possíveis aos processos de discriminação e violência. Essa é nossa preocupação fundamental”, completou.

A expectativa é que o EGeS, em sua primeira edição, forme 500 alunos. “Para os cursistas, o EGeS representa uma oportunidade de refletir sobre sua própria prática e dá a elas a possibilidade de se tornarem multiplicadores, por meio do ingresso na área de pesquisa em estudos de gênero e sexualidade”, afirmou a ministra Nilcéa Freire.

Publicada em: 15/09/2010

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