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Fazendo Gênero 2010

As inscrições para o Seminário Internacional Fazendo Gênero 2010, que ocorrerá de 23 a 26 de agosto de 2010 na Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis, SC), já estão abertas através do site do evento em http://www.fazendogenero9.ufsc.br/, e podem ser feitas até 28 de fevereiro de 2010.

Veja abaixo alguns dos Seminários Temáticos sobre sexualidade:

Explorando Contornos de Maternidades e Paternidades não hegemônicas

Coordenador@s: ELIXABETE IMAZ, MIRIAM PILLAR GROSSI

O simpósio tem como objetivo refletir sobre experiências alternativas de parentalidades, tanto na contemporaneidade (ocidental ou de outras culturas tribais ou de outras áreas culturais) como em outros momentos históricos. Partindo do pressuposto que maternidade e paternidade são modelos de relações sociais marcados e definidores de gênero, que em geral reforçam valores hegemônicos de construção de subjetividades femininas e masculinas, o simpósio visa mapear experiências de parentalidade minoritárias ou invisibilizadas nas ciências sociais e no debate feminista.

Convidamos para este debate tanto pesquisador@s de diferentes disciplinas que tenham pesquisas sobre modelos e práticas de parentalidade já estudados (como matrifocalidade, circulação de crianças, adoção, homoparentalidade, monoparentalidade e outras diferentes formas de parentesco simbólico, espiritual ou fictício, etc) quanto estimular a analise de outras situações de parentalidade derivadas tanto pela emergência de técnicas e práticas reprodutivas contemporâneas (reprodução in vitro, parentalidades de casais do mesmo sexo e/ou modelos coletivos de paternidade e maternidade) de contextos históricos particulares (guerras, deslocamentos territoriais, migrações, conflitos étnicos, etc) e de mudanças no campo legislativo e educacional (consequências de mudanças na legislação sobre infância e família, projetos educativos inovadores).

Por fim, o simpósio tem como objetivo político questionar os modelos tradicionais de parentalidade, mapeando novos modelos de parentalidade que transcendam, ampliem ou transgridam os modelos hegemônicos vinculados a familia nuclear, apresentados no ocidente como único contexto social legítimo para a procriação, a criança e a socialização de crianças. Para tanto convidamos pesquisador@s de diferentes campos disciplinares para contribuírem com esta reflexão.

Deslocamentos de populações em trânsito: relações de gênero, vulnerabilidades e sexualidades de grupos sociais com alta mobilidade

Coordenador@s: ANDRÉA FACHEL LEAL, DANIELA RIVA KNAUTH

Há séculos grandes contingentes populacionais se deslocam no espaço - escravos, imigrantes, trabalhadores sazonais, refugiados, entre outros. Com a intensificação de trocas comerciais e o desenvolvimento de tecnologia e meios de transporte, num processo cunhado hoje de globalização, a mobilidade das pessoas é maior. Determinados grupos sociais e/ou populacionais caracterizam-se pelo deslocamento no espaço - constante ou sazonal - ou por concentrarem-se em regiões de fronteiras (onde ocorrem muitas trocas de bens e serviços, de forma legal ou ilegal). Grupos que constituem universos de sociabilidades masculinas, como caminhoneiros, garimpeiros e marinheiros, ou grupos que podem conformar espaços femininos, como os profissionais do sexo mulheres ou trans, são exemplos de pessoas sujeitas a deslocamentos. A conformação de grupos sociais com presença expressiva de homens ou de mulheres, que se deslocam de forma voluntária ou forçosa, implica também na construção de vulnerabilidades, sexualidades e relações de gênero específicas. O Simpósio Temático propõe discutir o entrecruzamento das relações de gênero, sexualidades e vulnerabilidades com os deslocamentos no espaço físico e em regiões de fronteira. Questões que podem ser debatidas no simpósio envolvem, por exemplo: Quais as implicações de tais entrelaçamentos para a saúde das pesoas? De que modo as políticas públicas afetam as vulnerabilidades específicas de populações com grande mobilidade? Como as análises das relações de gênero podem contribuir para a compreensão de deslocamentos de grupos populacionais ou nas fronteiras? Serão aceitos tanto trabalhos que embasados em pesquisa de campo quanto estudos que ofereçam uma reflexão teórica ou metodológica para o debate no simpósio.

Homossexualidades no Brasil contemporâneo: práticas, saberes e experiências

Coordenador@s: ANTONIO CRÍSTIAN SARAIVA PAIVA, LUIZ MELLO DE ALMEIDA NETO

Pretendemos reunir neste simpósio temático pesquisadores de diversas áreas do conhecimento que desenvolvem estudos e investigações em torno das políticas sexuais ligadas às homossexualidades no Brasil contemporâneo, articulando a discussão sobre as homossexualidades com outros marcadores de diferença (gênero, raça/etnia, etc.). Um dos objetivos é criar condições para se pensar sobre as noções de cultura, comunidade, política, mercado e militância gay, GLS e LGBT. Interessa-nos também possibilitar o diálogo entre pesquisadores que refletem sobre os conflitos relacionados ao reconhecimento das sociabilidades criadas para significar as trajetórias e os roteiros sociais de segmentos específicos, em contextos de diversidade cultural e de diáspora de identidades. Deste modo, questões como práticas de amizade e homossociabilidades; ocupações de espaços urbanos e representações da cidade; violência e exílio social; memória coletiva e pedagogia da transgressão; erotismo e dissidência sexual; deslocamentos nas políticas de visibilidade, demandas judiciais e debates legislativos; processos de subjetivação e de criação artística; conjugalidades, parentalidades e amor; políticas identitárias e interseccionalidades, dentre outras, também estão no âmbito desta proposta. Finalmente, este ST se propõe como um lugar para se pensar a produção do conhecimento social sobre as homossexualidades, destacando os aspectos metodológicos da pesquisa com esse campo de estudos, os desafios da relação do pesquisador com seus objetos de estudo e aspectos da ética da pesquisa sobre sexualidade e homoerotismo, numa perspectiva de produção de conhecimento situado.

Sexualidade, gênero e processos subjetivos

Coordenador@s: ANNA PAULA UZIEL, MARA COELHO DE SOUZA LAGO

Os estudos sobre gênero e sexualidade tradicionalmente têm despertado interesse dos pesquisadores das ciências sociais e vêm colocando em diálogo profissionais do campo psi. Esta proposta de ST se pretende interdisciplinar, na reunião de trabalhos de temáticas diversas que contribuam para atualização e aprofundamento dos estudos sobre sexualidade e gênero, desenvolvendo reflexões sobre processos subjetivos. Busca dar continuidade ao ST realizado no FG8, em que pesquisador@s de várias regiões do país e do Mercosul dialogaram sobre os temas de gênero, subjetividade, sexualidades, extrapolando fronteiras geográficas, disciplinares e intersubjetivas, no compartilhamento de reflexões e pesquisas sobre questões que são de interesse de tod@s e de cada um.

Sexualidades, corporalidade e trânsitos: narrativas fora da ordem

Coordenador@s: BERENICE BENTO, LARISSA MAUÉS PELÚCIO SILVA

Pesquisas apresentadas nas últimas edições do Simpósio Temático "Sexualidades, corporalidade e transgêneros: narrativas fora da ordem” (2006, 2008) revelam os múltiplos efeitos da diáspora para sujeitos que vivem experiências de trânsitos identitários, particularmente, entre travestis e transexuais. Os deslizamentos na ordem binária dos gêneros têm sido muitas vezes acompanhado de deslocamentos geográficos de pessoas que buscam vidas mais habitáveis em espaços mais imaginativos, sejam em projetos (i)migratórios ou em intensas vivências em espaços virtuais como as plataformas de sociabilidade disponíveis na internet. É interessante observar que a maior parte dessas pessoas busque não só formas de sociabilidade e prazeres, mas também auto-identificações, em um esforço que têm oferecido um leque de novas terminologias ainda pouco exploradas. Essa realidade evidencia a necessidade de se discutir conceitos capazes de compreender o que diferencia essas pessoas, assim como, o que as unifica a partir de um marco teórico que considere a historicidade e o caráter social dos comportamentos sexuais e das percepções corporais, buscando-se superar as concepções universalizantes e essencialistas que prevaleceram até recentemente. Daí a importância de buscarmos um aprofundamento nos debates sobre a nova ordem corporal e sexual e suas implicações éticas, estéticas e políticas. Para tanto, é preciso que desenvolvamos contra-discursos sobre estas subjetividades, os quais as compreendam a partir de seus próprios termos e moralidades.

A produção de um novo léxico de resistência à crescente patologização das experiências identitárias no âmbito da sexualidade e do gênero é um desafio teórico que nosso ST que propõe contribuir. Explorar a potencialidade dessas vidas diaspóricas tem possibilitado que se construa um campo novo de estudos como também exigido um processo reflexivo que é ao mesmo tempo teórico, metodológico e ético.

Publicada em: 05/11/2009

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