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"Antropologia e medicamentos" na RAM

IX REUNIAO DE ANTROPOLOGIA DO MERCOSUL

CURITIBA, 10 a 13 DE JULHO 2011

DATA DE ENVIO DE PROPOSTAS: 3 DE MARÇO

MODO DE ENVIO: através do site www.ram2011.org

Grupo de Trabalho 16 - Antropologia e medicamentos

Coordenadores: Soraya Fleischer (UNB); Rogerio Lopes Azize (UFRJ); Guido Pablo Korman (UBA)

O GT pretende reunir etnografias sobre os usos, a circulação, a produção e a divulgação de medicamentos. Esta temática tem sido assumida por disciplinas como a Economia, a Farmácia e a Medicina, em geral sem que se atente para os seus intensos e variados significados culturais. Nossa proposta é evitar que se continue localizando os medicamentos em um reduto "naturalmente" biológico; os valores que lhe são atribuídos, as possibilidades de transações em curso e as apropriações e usos que recebem pedem uma mirada antropológica, explicações com história, contexto e trajetórias. Aqui o objetivo é, por um lado, reunir e conhecer essa produção, ainda nascente e recente na Antropologia do Mercosul e, por outro, consolidar uma discussão que autonomize e ressalte o medicamento como objeto passível de análise teórica, metodológica e política.

Por algum tempo, quando se interessava por substâncias consumidas para reverter processos de adoecimento e sofrimento ou para reforçar estados de saúde e bem estar, a antropologia produzida pelos países ditos centrais, geralmente a partir de etnografias realizadas em países ditos periféricos, manteve sua curiosidade intelectual voltada para mecanismos e tecnologias locais, geralmente não-biomédicos, de cuidados com a saúde. Eram deixados em segundo plano os medicamentos produzidos industrialmente, que não despertavam a atenção de antropólogos, embora milhares de pílulas e cápsulas sintéticas tenham sempre circulado com muita rapidez e significado por todo o mundo.

A idéia aqui é suplantar possíveis exotismos que ainda marcam a Antropologia quando os medicamentos estão em jogo, e isso vale para suas versões alopáticas ou não, para seus cenários hospitalares ou não, para seus prescritores oficiais ou não. Desnaturalizar seu pertencimento biomédico e biológico é um requisito fundamental para vislumbrarmos práticas, processos e apropriações mais localizadas destes pequenos e densos itens de significado.

Etnografias que trabalham com os sentidos atribuídos ao uso de medicamentos, sua circulação e divulgação tem se espalhado em recentes congressos por GTs sobre corpo, saúde e doença, gênero e sexualidade, pessoa, economia, consumo, ciência e técnica. Concentrar tais estudos sob um grupo de trabalho específico nos dá a oportunidade de reunir esforços de pesquisa feitos em países do MERCOSUL, abrindo o diálogo para além das fronteiras nacionais. Há que se ressaltar o potencial comparativo suscitado por produtos globalizados, mas passíveis de ressignificação local.

Publicada em: 21/02/2011

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